domingo, outubro 24, 2004

Rui Knopfli

EPIGRAMA

Os teus lábios, digo-te, não são doces
como mel.

(O mel
acaba por enjoar.)

Mas são doces, os teus lábios, digo-te.
Mas doces como quê?
Ora, doces como eles são.

Doces?

Sim, olha, doces como o pão
que todos os dias comemos
sem fartar.


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3 comentários:

  1. Tão simples, tão bonito!!
    Obrigada!! _ Isabella

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  2. Limpo, enxuto, simples e belo. Vou republicá-lo em meu blog, onde já tenho um link para cá, pelo prazer de relê-lo e para divulgá-lo entre brasileiros. É sempre um prazer vir aqui. Abraço do Bernardes.
    http://bernardes.neto.blog.uol.com.br

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  3. Doce e profundamente suave... Essa fome dos teus lábios, esse querer mais e mais, a cada beijo, a cada toque.. Belissimo!!

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