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segunda-feira, julho 07, 2008

Jall Sinth Hussein

BASMA (76)

Coração no bolso
para o que der e vier
põe-me a mão no bolso


[312]

quinta-feira, maio 10, 2007

Jall Sinth Hussein

BASMA (44)

Faz da tua vida
o teu caminho sem ver
o que vem à frente


[263]

domingo, março 18, 2007

Jall Sinth Hussein

BASMA (42)

Olha para tudo
mas ensina o teu olhar
a ver sem os olhos


[254]

sábado, dezembro 23, 2006

Jall Sinth Hussein

BASMA (33)

Não busques verdade
no que sabes e acreditas
vê antes por fora


[242]

segunda-feira, setembro 11, 2006

Jall Sinth Hussein

AS COISAS IMPORTANTES

As coisas importantes só olhas uma vez
mas sua imagem se repete muitas vezes dentro de ti
como um eco.

As coisas importantes que estão dentro de ti
e se repetem constantemente
já não estão presas ao que olhaste atento
mas no silêncio que tens dentro
se libertaram e tornaram incertas.

As coisas importantes no teu dentro
só já a ti pertencem
e nada do que está fora de ti as lembra agora.

As coisas importantes metes numa caixa
que com paciência vais abrindo aos poucos
para esqueceres as muralhas de outro tempo.


[231]

terça-feira, agosto 15, 2006

Jall Sinth Hussein

BASMA (77)

Não faças que vives
mergulha na capulana
com todas as cores


[227]

sábado, julho 30, 2005

Jall Sinth Hussein

BASMA (9)

Deixa que a memória
Seja o lugar que esqueceste
E vem sem voltar


[168]

segunda-feira, junho 13, 2005

Jall Sinth Hussein

BASMA (51)

Tu ficaste só
quando tua mãe te deixou
em redor do mundo


[158]

terça-feira, abril 26, 2005

Jall Sinth Hussein

SÃO AS COISAS E TÊM ALMA PRÓPRIA

São as coisas e têm alma própria
e as nomeio pedra água pau casa
e me equilibro e perco em seu centro
mas as trato como pessoas iguais a mim.
Nunca estou só como as crianças
que frente a ninguém estão no meio dos seus amigos.
São as coisas e povoam tudo como pessoas
e como pessoas me cercam e seu coração lhes bate e me chama.
Suas almas atravesso e as trato por tu


[148]

domingo, abril 10, 2005

Jall Sinth Hussein

MOÇAMBIQUE 75 – PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE

Era um dia solitário e pequeno
dia confidencial e toscamente feito
dia de homenagem nas traseiras

o instante parecia feito para recuar.

Quando homens sem nome
apearam Mouzinho
vi a natureza confusa das coisas
o mundo de pressa e emenda que me levava ignorado.

Eu não – que não estava ali –
mas com uns olhos limpos que podiam ser os meus.


[144]

domingo, março 20, 2005

Jall Sinth Hussein

MAR

Imenso e plano como um campo raso
em tuas águas se condena sem julgamento
e só te ouves a ti próprio.

O teu orgulho tem o poder de um deus
que perdeu o encanto que não redime já.


[141]

quinta-feira, março 17, 2005

Jall Sinth Hussein

TANGERINAS EM REDOR DE MINHA VIDA

Tangerinas em redor de minha vida:
geografia antiga
os hábitos frescos a infância como um rio
a mão poisada sobre muros sem tocar
breves as horas
e a leveza de cada tarde
nenhuma cicatriz no corpo
nenhuma solenidade.
Tangerinas como uma lenda até ao dia de hoje
- distância que às vezes ignoro.
Liberdade tão sagrada e tão nobre
como um gesto mudo e pobre.
Moçambique e meu bairro pequeno
aquelas coisas que voltam toda a vida
entre anos e deveres.
Tangerinas em redor dos meus lugares.


[140]

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Jall Sinth Hussein

BASMA (72)

Ilha de Muipíti
olho de terra no mar
alheio ao seu corpo


[135]

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Jall Sinth Hussein

ILHA DE MOÇAMBIQUE 1972

As ruas desertas cheias de vento
como um deus as paredes enormes do forte assistindo a tudo
a areia longa e lisa e a timidez do mar
a língua perdida como ruínas
na mão o cavalo-marinho e os sonhos
o tempo sem chegada e sem partida

assim haveria de ser mais tarde a minha vida


[130]

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Jall Sinth Hussein

ÍNDICO

Pálida e fria como uma estátua grega
a luz do sol me chama e me habita.
No sul sei que o silêncio passa devagar
por isso me perco no vento que me leva lá.
No sul ouço o dia brotar
e não em outro lugar.


[125]