Jall Sinth Hussein
BASMA (76)
Coração no bolso
para o que der e vier
põe-me a mão no bolso
[312]
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segunda-feira, julho 07, 2008
quinta-feira, maio 10, 2007
domingo, março 18, 2007
sábado, dezembro 23, 2006
segunda-feira, setembro 11, 2006
Jall Sinth Hussein
AS COISAS IMPORTANTES
As coisas importantes só olhas uma vez
mas sua imagem se repete muitas vezes dentro de ti
como um eco.
As coisas importantes que estão dentro de ti
e se repetem constantemente
já não estão presas ao que olhaste atento
mas no silêncio que tens dentro
se libertaram e tornaram incertas.
As coisas importantes no teu dentro
só já a ti pertencem
e nada do que está fora de ti as lembra agora.
As coisas importantes metes numa caixa
que com paciência vais abrindo aos poucos
para esqueceres as muralhas de outro tempo.
[231]
AS COISAS IMPORTANTES
As coisas importantes só olhas uma vez
mas sua imagem se repete muitas vezes dentro de ti
como um eco.
As coisas importantes que estão dentro de ti
e se repetem constantemente
já não estão presas ao que olhaste atento
mas no silêncio que tens dentro
se libertaram e tornaram incertas.
As coisas importantes no teu dentro
só já a ti pertencem
e nada do que está fora de ti as lembra agora.
As coisas importantes metes numa caixa
que com paciência vais abrindo aos poucos
para esqueceres as muralhas de outro tempo.
[231]
terça-feira, agosto 15, 2006
sábado, julho 30, 2005
segunda-feira, junho 13, 2005
terça-feira, abril 26, 2005
Jall Sinth Hussein
SÃO AS COISAS E TÊM ALMA PRÓPRIA
São as coisas e têm alma própria
e as nomeio pedra água pau casa
e me equilibro e perco em seu centro
mas as trato como pessoas iguais a mim.
Nunca estou só como as crianças
que frente a ninguém estão no meio dos seus amigos.
São as coisas e povoam tudo como pessoas
e como pessoas me cercam e seu coração lhes bate e me chama.
Suas almas atravesso e as trato por tu
[148]
SÃO AS COISAS E TÊM ALMA PRÓPRIA
São as coisas e têm alma própria
e as nomeio pedra água pau casa
e me equilibro e perco em seu centro
mas as trato como pessoas iguais a mim.
Nunca estou só como as crianças
que frente a ninguém estão no meio dos seus amigos.
São as coisas e povoam tudo como pessoas
e como pessoas me cercam e seu coração lhes bate e me chama.
Suas almas atravesso e as trato por tu
[148]
domingo, abril 10, 2005
Jall Sinth Hussein
MOÇAMBIQUE 75 – PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE
Era um dia solitário e pequeno
dia confidencial e toscamente feito
dia de homenagem nas traseiras
o instante parecia feito para recuar.
Quando homens sem nome
apearam Mouzinho
vi a natureza confusa das coisas
o mundo de pressa e emenda que me levava ignorado.
Eu não – que não estava ali –
mas com uns olhos limpos que podiam ser os meus.
[144]
MOÇAMBIQUE 75 – PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE
Era um dia solitário e pequeno
dia confidencial e toscamente feito
dia de homenagem nas traseiras
o instante parecia feito para recuar.
Quando homens sem nome
apearam Mouzinho
vi a natureza confusa das coisas
o mundo de pressa e emenda que me levava ignorado.
Eu não – que não estava ali –
mas com uns olhos limpos que podiam ser os meus.
[144]
domingo, março 20, 2005
quinta-feira, março 17, 2005
Jall Sinth Hussein
TANGERINAS EM REDOR DE MINHA VIDA
Tangerinas em redor de minha vida:
geografia antiga
os hábitos frescos a infância como um rio
a mão poisada sobre muros sem tocar
breves as horas
e a leveza de cada tarde
nenhuma cicatriz no corpo
nenhuma solenidade.
Tangerinas como uma lenda até ao dia de hoje
- distância que às vezes ignoro.
Liberdade tão sagrada e tão nobre
como um gesto mudo e pobre.
Moçambique e meu bairro pequeno
aquelas coisas que voltam toda a vida
entre anos e deveres.
Tangerinas em redor dos meus lugares.
[140]
TANGERINAS EM REDOR DE MINHA VIDA
Tangerinas em redor de minha vida:
geografia antiga
os hábitos frescos a infância como um rio
a mão poisada sobre muros sem tocar
breves as horas
e a leveza de cada tarde
nenhuma cicatriz no corpo
nenhuma solenidade.
Tangerinas como uma lenda até ao dia de hoje
- distância que às vezes ignoro.
Liberdade tão sagrada e tão nobre
como um gesto mudo e pobre.
Moçambique e meu bairro pequeno
aquelas coisas que voltam toda a vida
entre anos e deveres.
Tangerinas em redor dos meus lugares.
[140]
terça-feira, fevereiro 22, 2005
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Jall Sinth Hussein
ILHA DE MOÇAMBIQUE 1972
As ruas desertas cheias de vento
como um deus as paredes enormes do forte assistindo a tudo
a areia longa e lisa e a timidez do mar
a língua perdida como ruínas
na mão o cavalo-marinho e os sonhos
o tempo sem chegada e sem partida
assim haveria de ser mais tarde a minha vida
[130]
ILHA DE MOÇAMBIQUE 1972
As ruas desertas cheias de vento
como um deus as paredes enormes do forte assistindo a tudo
a areia longa e lisa e a timidez do mar
a língua perdida como ruínas
na mão o cavalo-marinho e os sonhos
o tempo sem chegada e sem partida
assim haveria de ser mais tarde a minha vida
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